sábado, 14 de novembro de 2009

O bar dos maconheiros


A cidade de Portalnd, nos EUA, inaugurou nesta sexta-feira 13 o primeiro bar que poderá oferecer, legalmente, maconha aos seus clientes. Porém, apenas pessoas com certificação de uso medicinal da erva poderão desfrutar da especialidade da casa.

Com o óbvio nome de Cannabis Cafe, o estabelecimento funciona em um prédio de dois andares que antes abrigava um puteiro , mas não é qualquer um que pode adentrar no recinto para fumar um baseadinho.

Tecnicamente se trata de um clube privado, mas é aberto a qualquer residente do estado de Oregon que tenha uma carteira oficial do uso medicinal da maconha. Mais de 20 mil pessoas estão registradas desta forma no estado para tratar mal de Alzheimer, diabetes, esclerose múltipla, síndrome de Tourette e outras doenças que tenha a cannabis como parte do tratamento.

Os maconheiros de carteirnha pagam algo em torno de R$ 44 para fazer a cabeça sem ser incomodado por ninguém. O associado em dia com o clube poderá receber a maconha gratuitamente. O bar também serve comida, mas nenhum tipo de bebida alcoólica.

No bairro onde eu moro existe alguns bares que também oferece o produto em questão quase que livremente. A diferença é que os consumidores têm que pagar o produto na hora e não por mês, e nos casos de inadimplência os cobradores não costumam perdoar.

domingo, 8 de novembro de 2009

As Misses boas de briga


AHHHH!!! A Inglaterra e seus casos esquisitos...

Quem acompanha esse blog há algum tempo pode ter percebido o número de notícias que são publicadas onde a terra da rainha Elisabeth II é cenário. Não é a toa que os jornais de lá são os mais bizarros do mundo.

A excentricidade da vez é a participação da recruta do exército britânico Katrina Hodge, de 21 anos, no concurso de beleza Miss Mundo que será realizado no próximo dia 12 de dezembro, na África do Sul.

A bonequinha do militar também, conhecida como “Barbie de combate”, e que já serviu em tropas do Iraque, vai participar do Miss Mundo por ter ficado na segunda colocação do Miss Inglaterra. A vencedora do concurso se envolveu em uma briga, em uma boate, e foi eliminada pela organização.

Se a vencedora da disputa de beleza da Ilha do príncipe Charles já mostrou que é boa de briga, esperem para ver do que é capaz a mocinha que já deu uns tiros em Bagdá e que nas horas vagas tira um troco como modelo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Homem sem dinheiro é simbolo sexual na Inglaterra

Quem nunca pensou em jogar tudo para o alto e ir morar no mato? Eu já tive esta vontade, mas nunca tive coragem. O economista Mark Boyle resolveu encarar o desafio e se isolou com seu trailler em uma fazenda inglesa de alimentos orgânicos.

O objetivo da empreitada de Mark, que neste mês de novembro completa um ano, é mostrar que o dinheiro é uma ferramenta que distancia o consumidor dos produtos, ocultando o impacto de cada compra.

Durante todo este tempo que o economista está recluso na fazenda ele não gastou um centavo de libra. Mark escova os dentes com uma pasta feita de conchas e sementes de erva doce, trocou papel higiênico por jornal velho, planta a própria comida e usa energia solar para carregar o notebook e o celular (que só atende ligações) trazidos da época em que ainda ia às compras.


O curioso é saber que o New Hippie inglês virou um símbolo sexual para as britânicas desamparadas. No site do jornal The Guardian, que publicou um artigo escrito por Boyle, várias mulheres deixaram recados ressaltando a forma física do forasteiro e fazendo pedidos de casamento.

Vejo todos os dias dezenas de mendigos no centro do Recife, que também vivem sem dinheiro. Não plantam a própria comida, vivem da providência alheia. Nunca tiveram celular ou notebook, nunca são ouvidos por ninguém. Não estão protestando por nada para chamar atenção, só queriam ser vistos.

Rogo as solteironas inglesas que também façam pedidos matrimoniais as pessoas que tenho que saltar pelas calçadas no meu dia a dia.

domingo, 25 de outubro de 2009

Não quero ser correspondente na Arábia Saudita


Outra cultura, uma boa grana e a oportunidade de ter uma experiência de vida única. Abro mão de tudo se o local que pode oferecer tudo isso for a Arábia Saudita.

Jornalismo naquela parte do mundo, sim, é a profissão perigo. Não que uma bomba vá cair do céu na terra de Osama Bin Ladden, nem que um dos milhares de poços de petróleo, do país dos sheiks, venha explodir.

O problema é que vários temas, que para nós é corriqueiro, para os saudista é um grande tabu. O sexo fora do casamento é um dos maiores desses tabus.

Uma jornalista foi condenada neste sábado na Arábia Saudita a receber 60 chibatadas por ter feito uma entrevista para um programa de TV com um homem saudita que admitiu ter mantido relações sexuais fora do casamento.

Mazen Abdul Jawad, o vacilão que pulou a cerca, foi condenado a cinco anos de prisão e mil chibatadas.

O programa foi produzido pela emissora libanesa LBC, que vem sendo atacada, há muito tempo, por líderes religiosos sauditas por ser um dos principais canais árabes por satélite a transmitir programas para o país com cantoras e atrizes árabes vestidas de maneira sensual.

Por ironia, ou não, a LBC é co-propriedade do príncipe saudita Alwaleed bin Talal, bilionário e magnata da mídia na Arábia Saudita.

Hipocrisia? Tirem suas próprias conclusões

sábado, 26 de setembro de 2009

Ser Jornalista é...


Texto de Juca Kfouri

...desagradar a gregos e troianos.
Palmeirenses e corintianos.
Cariocas e paulistas.
Nortistas e sulistas.
Católicos e evangélicos.
Árabes e judeus.
São-paulinos e santistas.
Petistas e tucanos.
Lulistas e serristas.
Tricolores e rubronegros.
Gremistas e colorados.
Ser jornalista é não querer agradar ninguém.
Os do Galo e os do Cruzeiro.
Ser jornalista é ser solitário.
Ser jornalista é ser oposição, porque o resto é armazém de secos e molhados, como já ensinou mestre Millôr Fernandes.
Que ensinou, também: "Quem se curva diante dos poderosos, mostra o traseiro aos oprimidos".
Ser jornalista é discutir tudo, até, e, hoje em dia, principalmente, sentenças judiciais, tamanhos são os absurdos.
Ser jornalista é não querer agradar ninguém e não se curvar ao dinheirismo.
Ser jornalista é querer melhorar a esquina de sua rua, sua cidade, seu país, o mundo!
Profissãozinha desgraçada, hein?