sábado, 6 de fevereiro de 2010

O elogio vem de onde menos se espera


Uma das coisas mais legais (ou não) em ser repórter de rádio é que você não setorizado.

Tanto faz em um dia você está entrevistando um ministro de Estado, um jogador de futebol, como no outro está dentro de uma favela conversando com pessoas que perderam tudo na última enchente.

Mas uma das coisas que faço por ser parte do ofício são as matérias que envolvem polícia, delegacia e crimes banais. Em muitas vezes histórias hilariantes podem acontecer em um distrito policial.

Certa vez seguia a pauta tranquilamente em uma bela tarde de sol da capital pernambucana, eis que de repente o celular toca e vejo que é da redação da rádio. Penso: “A pauta virou!”

Nada de muito extraordinário. Em uma ação de fim de ano, a Fiscalização de Comércio Popular, o famoso Rapa, fazia mais uma ação para inibir a venda ilegal de produtos nas ruas do centro do Recife, quando um dos ambulantes reagiu contra os homens da prefeitura e o pau comeu.

Como já diria Bezerra da Silva, “Sururu formado”, todos para delegacia dar explicações ao senhor delegado.

Do lado fora da delegacia fui recepcionado por olhares desconfiadíssimos dos quatros homens do Rapa. Lá dentro, mos dois PM’s faziam o boleteim da ocorrência. Ninguém da imprensa no local... Destino primeiro andar para falar com o delega.

A porta entreaberta da sala do comandante máximo daquele recinto foi um convite a adentrar o espaço.

- Ih rapaz, vocês da rádio de novo aqui! – falou meio injuriado, o delegado que não tem fama de ser muito cortês com jornalistas, porém nunca teve nenhum problema com o repórter magricelo que estava em sua frente – o que foi dessa vez?

- Tá sabendo não doutor? – questionei – confusão lá no centro com os camelôs.

- Nada! Isso foi besteira. Quando o Rapa chegou lá ele quis dá uma de valente, levou uma surra e daqui a pouco vou ouvir o que ele tem a dizer. Enquanto isso pode ir lá embaixo falar com ele.

Como sugerido, lá vou eu com maior sentimento de Severino de Aracajú (cangaceiro do filme O Auto da Compadecida, da célebre frase “Mato, mas não gosto!) entrevistar o acusado.

Uma das coisas que mais odeio é ter que conversar com bandido, que na maioria das vezes, acha que jornalista é otário e mente na cara de pau sabendo que você não acredita em uma só palavra do que ele diz.
Pensando eu que iria achar um cara com o maior jeito de bandido, encontro um indivíduo albino, de no máximo 1,60 m, com um corte na boca e outro nos pés.

Mal me aproximei e ele já foi falando com uma voz embargado de choro.

- Mermão, safadeza o que fizeram comigo. To lá na minha trabalhando os caras chega e quebra meu isopor.

- O que é que você vendia lá no centro?

- Pipoca e água mineral, mas os caras já chegaram quebrando tudo. Eu sou trabalhador tenho que levar meu pão pra casa.

- Certo. Segundo a polícia você reagiu e ameaçou o pessoal da prefeitura com uma faca.

- Reagir quando comecei a apanhar.

- E por que você estava com uma faca?

- Eu uso pra quebra o gelo no isopor.

- Sei, você já foi preso uma vez, não foi?

- Foi. Passei um ano fechado.

- Por quê?

- Disseram que eu roubei a casa da mulher, mas eu não roubei não.

- Tu usa droga?

- O que é que isso tem haver?

- Nada. É porque tu ta com o olho meio vermelho, mas só curiosidade mesmo.

- Dou uma bola, né véi, mas num sou aviciado não.

- Certo. Quer dizer mais alguma coisa?

- Sou inocente, trabalhador. Sou ladrão não e não devo nada pra ninguém.

Depois, ainda entrevistei o pessoal da prefeitura que contaram, exatamente, a mesma história que já tinha ouvido do delgado e fui embora sabendo que aquilo dali não iria dar em muita coisa.

Aproximadamente um mês e meio depois do ocorrido, estou eu em mais uma noite na parada do ônibus esperando o coletivo para voltar para casa quando de longe vejo o homenzinho sem pigmentação na pele com uma caixa dde isopor embaixo dos braços.
Após um breve aceno de cabeça correspondido ele se aproxima e diz.

- Queriam armar uma cocó pra cima de mim naquele dia.

- E aí, ddeu em quê aquela história – perguntei.

- Fizeram um tal de TCO (Termo Circunstancial de Ocorrência) lá, e depois eu lavrei.

- Sei. Bom para você, né?

Nos longos quinze minutos que se passaram até o meu ônibus passar, o pequenino albino me contou boa parte da sua história, que mora na rua desde pequeno, mas nunca pegou nada de ninguém. Que conhece muita gente ruim, já presenciou várias coisas e até da morte já escapou várias vezes.

O tom alto que ele contava todas as odisséias chamava a atenção das várias pessoas que estavam no ponto do ônibus, o que me deixava de certa forma desconfortável.

- Lá vem meu ônibus, boa sorte aí nas vendas.

- Então repórter! Vai lá que tu é a maior limpeza! – Bradou o baixinho.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Bill Gates está bravo com os gastos de Berlusconi


Dinheiro foi feito para gastar?

Bem, o homem que mais tem o papel que corrompe a todos está preocupado como está sendo usado o dinheiro alheio.

Não sou o cara mais indicado para falar deste tipo de coisa, até porque, tal artefato é artigo raro em minha carteira.

Voltando ao assunto deste post, Bill Gates, que possui uma fortuna avaliada em 40 bilhões de dólares está revoltado com o gasto do implante de cabelos feito pelo magnata, bonachão e primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi.

Para o dono da Microsoft, Silvio, que atualmente é 70º homem mais rico do mundo, deveria se preocupar mais com os pobres e deixar interesses pessoais de lado. "Caro Silvio, peço desculpas por tornar as coisas difíceis para você, mas você está ignorando os pobres do mundo", disparou Bill, que ainda afirmou que Berlusconi está no topo da sua “Lista da Vergonha”.

Gates deixou o comando da Microsoft para se dedicar exclusivamente aos projetos filantrópicos da Fundação Bill & Melinda Gates que ajuda a erradicação da miséria no mundo. Para as vítimas do terremoto no Haiti, por exemplo, a fundação destinou cerca de US$ 10 milhões.

Cada um é dono do seu dinheiro e faz dele o que bem entender. Duvido que o maior nerd da história divida toda sua fortuna com aqueles que precisam e fique mais pobre por conta disso. E bem que o dono do Milan podia deixar de ser tão muquirana e ajudar alguém que não seja uma prostituta que queira atenção da mídia as suas custas.

O Malokero Arrumado está à disposição dos dois para receber donativos para ajudar o escritor do blog a dedicar-se somente a este espaço e a família. Caso um dos dois leia este texto deixar nos comentários o contato e eu retornarei com o número da conta.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Kirchner recomenda porco para fazer sexo

Não tenho nada a ver com a vida sexual de ninguém. Principalmente com a da presidente da Argentina Cristina Kirchner. Mas uma pessoa que afirma veementemente que carne suína é melhor do que Viagra deve ser uma assídua praticante do esporte sem uniforme.

“Comer carne de porco melhora a atividade sexual. Eu acho que é muito mais gratificante comer porco assado do que tomar Viagra. Eu fui fã da carne de porco e não falo isso pra ficar bem e nem para fazer propaganda de nada”, afirmou a presidente em um encontro com produtores de carne suína nesta semana.

Cristina defendeu os benefícios do consumo da carne de porco e ainda dividiu com os presentes uma experiência que teve recentemente como marido, o ex-presidente Nestor Kirchner, no Calafate, na Patagônia, quando o casal preferiu a carne de porco ao tradicional cordeiro típico da região.

Caberia também a dona Cristina revelar ao público se o maridão vez uso, também, do famoso comprimido azul.

Segundo Cristina, o encontro com os produtores visava discutir um acordo que prevê a redução dos preços do insumo no intuito de diversificar a matriz alimentícia do país e aumentar as exportações. “Essa é uma atividade rural diferente da agricultura porque gera mais postos de trabalho. Além disso, temos o Brasil aqui ao lado, que é grande consumidor de porco”, afirmou.

Será que a presidente argentina quis dizer que o apetite sexual brasileiro, conhecido em todo mundo, deve-se ao mais típico prato do país?

Se foi, então: “Feijoada para meu povo!”

Em tempo: Qual deve ser a parte que Cristina mais gosta do porco? Pela foto...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Corrompendo os que corrompem


História quase inverídica que acontece com jornalistas.

Em tempos de lei seca existem blitz no mais diversos cantos das grandes cidades brasileiras. E como, infelizmente, de praxe, tem sempre um policial querendo levar vantagem com irregularidade do carro alheio.

Certo dia, um jornalista voltava de mais um dia daqueles, em que uma única tarde teve que cobrir uma coletiva do governador do Estado e o enterro de mais uma vítima de acidente de trânsito, quando se depara com uma “operação” no translado do trabalho para sua casa.

Ao encostar o carro percebeu não se tratar de uma blitz comum. Os policiais que o abordaram não eram do batalhão de trânsito, tampouco agentes destinados a fazer aquele tipo de abordagem.

- Boa noite, senhor os documentos do veículo. – disse com uma voz bem empostada o policial com a barriga saliente de vários anos sem exercício.

Após fazer o que o homem da lei tinha pedido, o jornalista olhava pelo retrovisor o mesmo olhar de cabo a rabo cada parte do seu veículo.

- O senhor pode sair do carro, por favor. - foi falando o policial em um tom ameaçador

Do lado de fora o homem observou o policial fiscalizar cada parte do carro.

- Parece que temos um problema aqui.

- Problema? Onde? Qual? – (essa mania de jornalista de pergunta tudo...)

- Amigo o extintor de incêndio do seu carro está vencido há três meses. Falou o policial, do alto da imponência que tinha naquela situação, enquanto o outro policial, que ainda estava na viatura se aproximou.

- Félix, vamos ter que apreender este veículo – falou o autor da abordagem.

- Apreender? O que é isso...?

- Amigo, se discutir será pior – já foi falando o novato na conversa

- Mas eu pensei que nestes casos seria aplicada apenas a multa, sem a apreensão.

- Correto, desculpe por não ter falado da multa antes. Ela acompanha a apreensão.

- Mas isso não direito!

- Direito ou não é o que será feito, a não ser que senhor queira colaborar.

- Colaborar? Mas, colaborar como?

- O senhor sabe, estamos aqui à noite toda e ainda não fizemos o nosso lanche. Se puder ajudar a contribuir para matar a fome dos companheiros aqui será de bom grado.

Percebendo onde tinha chegado a situação o jornalista resolveu encostar na parede os homens que não estavam muito afim de levar a profissão a sério.

- Ok, mas só uma dúvida, amigo. Quem aplica multas não é o batalhão de trânsito ou os agentes da guarda municipal responsáveis pelo tráfego na cidade?

Surpresos com a indagação resolveram alterar o tem de voz.

- Meu chapa, não tente complicar a situação. Colabore por favor

Lembrando que a tarde tinha conversado com o comandante geral da polícia na mesma coletiva do governador, o jornalista partiu para briga.

- Ok então. Posso fazer um telefonema para um amigo meu. Para ver se ele pode trazer o dinheiro.

- Fique a vontade – falaram em um único os dois policiais.

Ao verificarem na agenda do jornalista nome do comandante e preso na mesma o crachá que identificava que o homem abordado trabalhava em um dos mais importantes jornais da cidade, os policiais recuaram.

- Amigo, pensando bem, achamos melhor o senhor seguir o seu caminho. Até por que... O que é um extintor? Vamos deixar isto para lá. Estamos vendo que o senhor está com um pouco de pressa.

- Tem razão, estou até meio apressado sim.

Voltando ao volante do veículo e vendo os policiais se afastarem pela janela decidiu fazer a última pergunta da noite.

- Opa! Os amigos dão licença? Lembrei agora que não comprei ainda o pão para o jantar. Os companheiros não poderiam colaborar para eu não ficar com fome esta noite?

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Onde os gordos (e feios) não têm vez


Redes sociais crescem mundo afora como as pragas no Egito da era bíblica. Existe de todos os tipos, para divulgar músicas, trabalhos, mas de maneira geral, esses sites estão aí para relacionamento entre pessoas.

Há algum tempo atrás, a Google fez um grande trabalho para excluir do Orkut comunidades que disseminasse qualquer tipo de preconceito ou racismo. Porém o BeautifulPeople.com já foi criado com uma idéia de segregação.

O nome do espaço virtual já diz que apenas pessoas “atraentes” podem utilizar o site. Recentemente cinco mil de seus membros foram expulsos do por terem engordado.

Os excluídos foram selecionados após terem colocado fotos em suas páginas pessoais mostrando que haviam ganhado peso durante as festas de final de ano. O site só admite novos integrantes se eles forem considerados suficientemente atraentes pelos membros.

Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá lideraram a lista de países que tiveram o maior número de membros excluídos. Segundo relatos, a medida contra membros obesos teria sido provocada pelos próprios membros do Orkut das beldades gregas, que policiam o site para manter o que consideram como "alto" padrão de atratividade.

"Deixar gordinhos pelo site é uma ameaça direta ao nosso modelo de negócio e ao próprio conceito em que o BeautifulPeople.com está fundado", afirmou o fundador do site, Robert Hintze

Apesar das críticas, o site não pede desculpas por seu processo de seleção, e se define como "a maior rede de pessoas atraentes do mundo".

Tenho plena convicção que não me enquadro no padrão para ser aceito no BeatifullPeople.com. Não por ser gordo, até porque no alto dos 1,75m, peso apenas 61 kg, mas por saber que não sou nenhum muso teen.

E ainda dizem que a internet é um espaço democrático.

domingo, 3 de janeiro de 2010

O filme de amor de Michael Moore

Vem aí a mais nova película do irônico documentarista norte-americano Michael Moore. Após fazer uma "comédia de situação" com Charlton Heston em "Tiros em Columbine" ou de buscar a filosofia do apoio incondicional de Britney Spears a George W. Bush em "Fahrenheit 11 de Setembro", Moore queria abordar um romance.


Dessa vez o simpático gordinho de óculos busca os culpados pela recente crise financeira em “Capitalismo: Uma historia de amor.” "Foi uma evolução natural, é uma história de amor de gente rica que ama seu dinheiro. Eles não só querem o dinheiro deles, mas também o nosso. Queriam todo o dinheiro. Estavam tão apaixonados por eles mesmos e por seu dinheiro que não conseguiam pensar com clareza. E, por sua culpa, o resto do mundo agora sofre", ironiza o diretor.


O cineasta apresentou o filme, a imprensa internacional, em Traverse City, no estado de Michigan onde mora e realiza seu próprio festival de cinema. “Queria que todos vocês viessem ao lugar aonde nunca viriam: ao estado com a maior taxa de desemprego dos EUA. Estão no meio da depressão", afirmou


Moore, ferrenho crítico do governo Bush, diz apoiar o presidente Obama, mas não crer que sozinho o atual presidente do seu país possa mudar muita coisa. “Não conseguiremos que sua política avance no Congresso se não estivermos por trás dele. Como ocorreu com Roosevelt, quando diretores em Hollywood decidiram fazer cinema sobre a condição humana, como Frank Capra, Preston Sturges e Will Rogers, ou como John Steinbeck escreveu ‘As vinhas da ira’”, declarou.


Particularmente, estou ansioso para assistir o novo filme de Michael Moore. Gosto muito do jeito analítico-ironico que se fazem presentes em seus filmes. Acredito que no Brasil, além de investimentos. Faltam pessoas criativas e corajosas para fazerem filmes do gênero. Até porque, temas não faltam na nossa política.


Já imaginaram um documentário sobre os mensalões?

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

E 2009?


Sempre fui de planejar os rumos da minha magra vida. Não de forma organizada. As idéias surgem na cabeça e eu penso: “como fazer para isso se concretizar?” Na maioria das vezes o pensamento acaba apenas como uma mera idéia que aparece todos os dias.

O ano de 2009 tinha tudo para ser um ano bem sem graça. Não teve eleição, não teve copa do mundo, não teve olimpíadas, mas em compensação, me casei, comprei meu apartamento e estou trabalhando no ramo e na empresa que eu sempre quis.

Para muitos, os últimos 365 dias puderam até ser sem graça, mas amigos, para mim foi muito bacaninha.

Ah! Já ia esquecendo, no ano que rasga a última folha do calendário nesta quinta-feira o MalokeroArrumado enfim tomou vergonha na cara e deu uma guinada boa.

Através dele pude conhecer (não pessoalmente) pessoas talentosíssimas, muito agradáveis e de uma inteligência parecida com a minha – não que isso valha de alguma coisa.

Como mesma pieguice de fazer retrospectiva de um ano que se passou, agradeço aos meus poucos e fiéis leitores nesse espaço virtual, que sempre ou nunca entram, que comentam ou não deixam sequer uma palavra.

Que nessa próxima década, vocês que estão neste momento codificando as letras deste blog possam fazer que os números na barra ao lado cresçam de forma mais rápida.

Obrigado!

domingo, 13 de dezembro de 2009

O esperado, o supreendente e a decepção


Falar que Recife é uma cidade que respira música e blábláblá é chover no molhado. E foi por este motivo que a organização da Feira Música Brasil resolveu aportar o evento na cidade das pontes.
Desde de quarta-feira muita coisa legal rolou nos dois palcos armados no palco do Marco Zero. Algumas muito boas mesmo, outras nem tanto assim e uma expectativa bem frustrada.

Estive cobrindo o evento pela Rádio Jornal (em breve colocarei o áudio da matéria sobre o mercado mu$ical brasileiro aqui no blog) e participei mais das palestras, oficinas e debates de negócios do que dos shows propriamente.

O primeiro dia das apresentações musicais foi o único que pude conferir. Para o meu deleite a abertura da noite ficou por conta da lendária banda Black Rio, que mandou uns grooves para lá de pesados para platéia que ainda estava chegando ao recinto. Confesso que não gostei das músicas mais recentes que são cantadas. Para mim, no alto dos meus 25 anos, as músicas instrumentais do disco Maria Fumaça de 1977 deram um ar de nostalgia não vivida, mas herdada pelo meu pai.

Destaque do show foi a presença do maior expoente do rap nacional junto com o grupo Rosana Bronx. Mano Brown não deixou os fãs dos Racionais MC’s decepcionados e mandou junto com a excelente banda uma versão de Vida Loka parte I.

Quem roubou a cena da noite de quarta-feira foi a melhor banda de rock nacional na atualidade. Móveis Coloniais de Acaju fizeram a, já, cheia praça dançar, cantar, pular, ri e todas outras coisas que pessoas felizes fazem normalmente. Focando bem o último álbum, o show foi excelente se nenhum reparo a se fazer. Pena que o grande público não estava tão atento ao show dos caras. A ansiedade para participar do DVD em comemoração aos 15 anos do disco Da Lama ao Caos era tão grande que muita gente deixou de dar atenção a uma belíssima apresentação dos brasilienses.

E o que era expectativa tornou-se frustração. Já na segunda música do show, a Nação Zumbi teve que deixar o palco por problemas técnicos. E quando foi reiniciado os problemas continuavam lá. A grande dúvida do público era saber se estava correndo tudo bem com a gravação do material, pois para fora do palco o som ainda estava horrível.

Fora os problemas técnicos, versões sem empolgação e enfadonhas deram um ar de melancolia à apresentação da maior banda de rock brazuca nos anos 90. Sou fã incondicional da Nação e defendo que a banda segue a altura a qualidade musical mesmo após a perda de Chico Science, mas nunca vi um show tão ruim como o desta semana.

Resta aguardar o Carnaval onde sempre as apresentações da banda são memoráveis.

Não darei opinião sobre os outros shows, pois não assistir. Mas em breve colocarei aqui no blog uma materiazinha sobre os bastidores da feira com direito a pessoas esquisitas, quase anônimos se fazendo de quase famosos e coletivas de imprensa para não-jornalistas.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Cachaça em pequenas doses

“Para beber inventa-se qualquer desculpa”.

O clichê está prestes a mudar. Segundo o pesquisador russo, Evgeny Moskalev, da Universidade Tecnológica de São Petersburgo, não é preciso mais ingerir líquidos para encher a cara, basta tomar um comprimido de vodka, uísque, conhaque, vinho ou cerveja.

A técnica permite a transformação de álcool em pó e, mais tarde, composto em forma de pílula.

Para quem toma cachaça apenas para ficar doidão, este novo formato de alucinógeno é bem mais atrativo do que as balas e doces distribuídos na raves mundo afora. Pode consumir sem medo de ser enquadrado, pois a substância não é considerada ilícita.

Já para os bons degustadores de vinhos e destilados, qual será a graça de tomar um Jack Daniels ou um Domaine de la Romanée-Conti em formato de aspirina?

Sobre o assunto, fico com a opinião do mestre Bezerra da Silva: - “Vai em uma de cada vez e não misture o paladar...”

sábado, 14 de novembro de 2009

O bar dos maconheiros


A cidade de Portalnd, nos EUA, inaugurou nesta sexta-feira 13 o primeiro bar que poderá oferecer, legalmente, maconha aos seus clientes. Porém, apenas pessoas com certificação de uso medicinal da erva poderão desfrutar da especialidade da casa.

Com o óbvio nome de Cannabis Cafe, o estabelecimento funciona em um prédio de dois andares que antes abrigava um puteiro , mas não é qualquer um que pode adentrar no recinto para fumar um baseadinho.

Tecnicamente se trata de um clube privado, mas é aberto a qualquer residente do estado de Oregon que tenha uma carteira oficial do uso medicinal da maconha. Mais de 20 mil pessoas estão registradas desta forma no estado para tratar mal de Alzheimer, diabetes, esclerose múltipla, síndrome de Tourette e outras doenças que tenha a cannabis como parte do tratamento.

Os maconheiros de carteirnha pagam algo em torno de R$ 44 para fazer a cabeça sem ser incomodado por ninguém. O associado em dia com o clube poderá receber a maconha gratuitamente. O bar também serve comida, mas nenhum tipo de bebida alcoólica.

No bairro onde eu moro existe alguns bares que também oferece o produto em questão quase que livremente. A diferença é que os consumidores têm que pagar o produto na hora e não por mês, e nos casos de inadimplência os cobradores não costumam perdoar.

domingo, 8 de novembro de 2009

As Misses boas de briga


AHHHH!!! A Inglaterra e seus casos esquisitos...

Quem acompanha esse blog há algum tempo pode ter percebido o número de notícias que são publicadas onde a terra da rainha Elisabeth II é cenário. Não é a toa que os jornais de lá são os mais bizarros do mundo.

A excentricidade da vez é a participação da recruta do exército britânico Katrina Hodge, de 21 anos, no concurso de beleza Miss Mundo que será realizado no próximo dia 12 de dezembro, na África do Sul.

A bonequinha do militar também, conhecida como “Barbie de combate”, e que já serviu em tropas do Iraque, vai participar do Miss Mundo por ter ficado na segunda colocação do Miss Inglaterra. A vencedora do concurso se envolveu em uma briga, em uma boate, e foi eliminada pela organização.

Se a vencedora da disputa de beleza da Ilha do príncipe Charles já mostrou que é boa de briga, esperem para ver do que é capaz a mocinha que já deu uns tiros em Bagdá e que nas horas vagas tira um troco como modelo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Homem sem dinheiro é simbolo sexual na Inglaterra

Quem nunca pensou em jogar tudo para o alto e ir morar no mato? Eu já tive esta vontade, mas nunca tive coragem. O economista Mark Boyle resolveu encarar o desafio e se isolou com seu trailler em uma fazenda inglesa de alimentos orgânicos.

O objetivo da empreitada de Mark, que neste mês de novembro completa um ano, é mostrar que o dinheiro é uma ferramenta que distancia o consumidor dos produtos, ocultando o impacto de cada compra.

Durante todo este tempo que o economista está recluso na fazenda ele não gastou um centavo de libra. Mark escova os dentes com uma pasta feita de conchas e sementes de erva doce, trocou papel higiênico por jornal velho, planta a própria comida e usa energia solar para carregar o notebook e o celular (que só atende ligações) trazidos da época em que ainda ia às compras.


O curioso é saber que o New Hippie inglês virou um símbolo sexual para as britânicas desamparadas. No site do jornal The Guardian, que publicou um artigo escrito por Boyle, várias mulheres deixaram recados ressaltando a forma física do forasteiro e fazendo pedidos de casamento.

Vejo todos os dias dezenas de mendigos no centro do Recife, que também vivem sem dinheiro. Não plantam a própria comida, vivem da providência alheia. Nunca tiveram celular ou notebook, nunca são ouvidos por ninguém. Não estão protestando por nada para chamar atenção, só queriam ser vistos.

Rogo as solteironas inglesas que também façam pedidos matrimoniais as pessoas que tenho que saltar pelas calçadas no meu dia a dia.

domingo, 25 de outubro de 2009

Não quero ser correspondente na Arábia Saudita


Outra cultura, uma boa grana e a oportunidade de ter uma experiência de vida única. Abro mão de tudo se o local que pode oferecer tudo isso for a Arábia Saudita.

Jornalismo naquela parte do mundo, sim, é a profissão perigo. Não que uma bomba vá cair do céu na terra de Osama Bin Ladden, nem que um dos milhares de poços de petróleo, do país dos sheiks, venha explodir.

O problema é que vários temas, que para nós é corriqueiro, para os saudista é um grande tabu. O sexo fora do casamento é um dos maiores desses tabus.

Uma jornalista foi condenada neste sábado na Arábia Saudita a receber 60 chibatadas por ter feito uma entrevista para um programa de TV com um homem saudita que admitiu ter mantido relações sexuais fora do casamento.

Mazen Abdul Jawad, o vacilão que pulou a cerca, foi condenado a cinco anos de prisão e mil chibatadas.

O programa foi produzido pela emissora libanesa LBC, que vem sendo atacada, há muito tempo, por líderes religiosos sauditas por ser um dos principais canais árabes por satélite a transmitir programas para o país com cantoras e atrizes árabes vestidas de maneira sensual.

Por ironia, ou não, a LBC é co-propriedade do príncipe saudita Alwaleed bin Talal, bilionário e magnata da mídia na Arábia Saudita.

Hipocrisia? Tirem suas próprias conclusões

sábado, 26 de setembro de 2009

Ser Jornalista é...


Texto de Juca Kfouri

...desagradar a gregos e troianos.
Palmeirenses e corintianos.
Cariocas e paulistas.
Nortistas e sulistas.
Católicos e evangélicos.
Árabes e judeus.
São-paulinos e santistas.
Petistas e tucanos.
Lulistas e serristas.
Tricolores e rubronegros.
Gremistas e colorados.
Ser jornalista é não querer agradar ninguém.
Os do Galo e os do Cruzeiro.
Ser jornalista é ser solitário.
Ser jornalista é ser oposição, porque o resto é armazém de secos e molhados, como já ensinou mestre Millôr Fernandes.
Que ensinou, também: "Quem se curva diante dos poderosos, mostra o traseiro aos oprimidos".
Ser jornalista é discutir tudo, até, e, hoje em dia, principalmente, sentenças judiciais, tamanhos são os absurdos.
Ser jornalista é não querer agradar ninguém e não se curvar ao dinheirismo.
Ser jornalista é querer melhorar a esquina de sua rua, sua cidade, seu país, o mundo!
Profissãozinha desgraçada, hein?

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Efeitos colaterais da Gripe Suína


Passado o momento mais crítico da pandemia causada pelo vírus AH1N1, a gripe suína continua a fazer vítimas. Porém, desta vez não foi de ninguém que tenha se contaminado e morrido em poucos dias. A distribuição de álcool gel em penitenciária britânica fez com que alguns presos ficassem embriagados com o uso indevido do produto.

"Quando você tem algo chamado álcool gel, pode ver que algo vai acontecer. Temíamos isto quando ficamos sabendo que seria oferecido aos detentos. Você não quer prisioneiros bêbados correndo pela prisão", afirmou Andy Fear, da Associação de Carcereiros da prisão de The Verne.

Nas terras da rainha Elisabeth não é o contagio da gripe que deixam as autoridades temerosas e sim, essa sede compulsiva que os britânicos tem por álcool, mesmo que seja em gel.

Em março, o hospital Royal Bournemouth afirmou que foi um dos muitos hospitais que retirou de sua recepção frascos com gel à base de álcool para a limpeza das mãos, para evitar que os visitantes bebessem o produto.

Desde do princípio desta onda de gripe suína sempre achei que cachaça fosse muito mais eficaz para a limpeza das mãos. A bebida consegue destruir vários lares mundos afora, imagina o que faria com um simples viruszinho.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Socorro! Tem um político me seguindo

De uns tempos para cá tenho ficado meio temeroso em relação ao Twitter. Como é impossível controlar as pessoas que lhe seguem no microblog, várias bandas, artistas ou pessoas nunca vistas antes aparecem me following.

O que mais me assustou foi o deputado Raul Jungmann (PPS – PE) sendo meu seguidor no Twitter. Engraçado, no começo da década lembro de cruzar várias vezes com então ministro da reforma agrária do governo FHC aqui na praia do meu bairro.

Ficava impressionado de ver um ministro de Estado caminhando tranqüilamente nas areias de Candeias em plena segunda-feira pela manhã, e imaginava se todos que estavam na praia conheciam aquele cidadão barbudo, que na época era uma das figuras mais odiadas pelo MST.

Outra coisa que me chamava à atenção, além do ministro andar sem seguranças, o porquê Raul Jungmann caminhava sem encostar o calcanhar no chão, apenas utilizando a ponta dos pés para se deslocar?

Olhem bem, o cara quem nem me dava bom dia quando eu passava por ele na praia, hoje é meu seguidor no Twitter. Ok, sei que o que ele quer mesmo é meu voto no próximo ano criando essa imagem de bom moço que usa novas tecnologias para cativar o eleitor, ao melhor estilo Barack.

Este mês senadores e deputados tentavam imprimir limites ao uso da Internet nas campanhas de 2010, tentando proibir isso e aquilo, como viram que é impossível controlar essa anarquia cibernética, resolveram se aliar a modernidade.

Aguardem! Um político ainda vai lhe seguir.

Em tempo, aviso que o Malokero Arrumado vai tentar sempre falar de política ano que vem, para rir e refletir sobre os rumos destas terras verdes e amarelas.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

As palavras do ministro maconheiro


O ministro do Meio ambiente, Carlos Minc em um show da Tribo de Jah na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, foi cenário perfeito para um discurso em favor da descriminalização da maconha no último final de semana.

Os maconheiros do local foram ao delírio com as palavras do ministro, que além de falar, indiretamente da erva, também citou a preservação da Amazônia.

“Vamos defender a Amazônia. Não vamos deixar queimar a Amazônia. A gente conta com os seringueiros, com os castanheiros, com as nações indígenas e com a consciência da rapaziada”, disse. “Vamos defender o cerrado, a caatinga, a Amazônia, a mata atlântica e o reggae. O reggae é a liberdade”, afirmou o ministro fã de Bob Marley.

Para defender a descriminalização, Carlos Minc deu o exemplo da Argentina onde o uso da cannabis não é mais considerado um crime. Outro recado. A gente venceu, 3 a 1 na Argentina. Só que tem outro placar que a gente está perdendo da Argentina. Os juízes descriminalizaram. O usuário não é criminoso. E esse jogo a gente está perdendo aqui. Nós vamos virar esse jogo, acabar com a hipocrisia”. Era tudo que a massa regueira queria ouvir naquele momento.

Já imaginaram nas eleições do ano que vem uma chapa do PV com Marina Silva presidente, Gabeira vice e o Minc no Senado. Os new hippies nunca iriam estar tão envolvidos em campanha como estas.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A Índia que não aparece na novela


Hare baba! Na semana de desfecho de uma das novelas que mais criou bordões na boca da população e quis mostrar uma Índia fictícia onde só existe beleza, 50 mulheres do país de Gandhi espaçaram até a morte um rapaz que se passou por mulher para entrar em uma festa.

As mamadis participavam de um baile religioso como parte das celebrações do nascimento de uma menina. O jovem, com um vestido e maquiagem, entrou na casa e se uniu às outras.

O traveco indiano estava coberto com um véu e ficou mais de uma hora dançando na festa, só foi descoberto quando as mulheres ouviram sua voz.

Segundo a polícia, Ninguém no povoado soube identificar, a suspeita é que ele tenha entrado na casa para roubar. O assunto está sob investigação.

Uma cena como esta ficaria bem legal no último capítulo de Caminho das Índias.

sábado, 5 de setembro de 2009

O filme queimado de Chavez


Barack Obama? Mahmoud Ahmadinejad? Lula? De longe o mais comentado líder de Estado do mundo é Hugo Chavez.

O homem que quer implantar a revolução bolivariana na América Latina terá um documentário a seu respeito sendo exibido no Festival de Cinema de Veneza. Em contra partida milhares de pessoas foram às ruas, ontem, protestar sobre as declarações feitas pelo presidente venezuelano sobre as bases militares norte-americanas na Colômbia.

O diretor americano Oliver Stone, vai exibir amanhã e segunda-feira o documentário dirigido por ele, chamado"South of the border" (Ao sul da fronteira). No filme, que tem 74 minutos de duração, há depoimentos de Lula, Evo Morales, do casal Kirchner e do presidente do paraguaio Fernando Lugo.

Segundo o diretor de Nascido em 4 de julho, a intenção do filme é mostrar que Chavez não é o inimigo público número um que os EUA temem. A exibição do filme em Veneza será acompanhada de perto por representantes do governo venezuelano. Ainda não está confirmada a presença do presidente que está em visita a países dos Oriente Médio.

Já nas ruas de Bogotá e de Caracas representantes da classe média e alta das duas cidades foram às ruas para mostrar a impopularidade dos atos de Hugo Chavez.

Em Bogotá, centro dos protestos, milhares de manifestantes se vestiram de branco e carregavam placas com frases contra Chávez. Além da questão das bases americanas, os ativistas ainda criticaram as políticas de educação e a violência no país.

Além de Colômbia e Venezuela, protestos ocorreram também em cidades como Madrid, Nova York, Paris, Bruxelas, Toronto, Buenos Aires e Tegucigalpa, mas em menor escala.

Basta saber agora se estes manifestantes poderão assistir o documentário de Oliver Stone em algumas das emissoras de TV perseguidas pelo governo venezuelano.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

As bizarrices da Record


A Rede Record de Televisão é uma piada. E a cada dia que se passa força a barra para ficar mais ridícula. Gosto de assistir o canal 4, aqui no Recife, para morrer de rir com as bizarrices da TV da Igreja Universal.

Sempre com temas sensacionalistas e imitações dos programas da Globo, feitos por ex-funcionários da emissora carioca, A Record estreou ontem o programa do cara mais apelativo da TV brasileira. Augusto Liberato, o Gugu.

Me recuso a assistir qualquer coisa feito pelo intérprete do Pintinho Amarelinho desde do dia que ele entrevistou o pseudo-traficantes do PCC. Tenho medo que ele agora apareça dizendo que encontrou o Bin Laden.

Atualmente a Record apela com superexposição do humorista Carlinhos. Após descobrirem no Big Brhother do brejo que o participante do programa tinha crescido em um orfanato e abandonado pelos pais, Carlinhos, que considero uma cara muito talentoso e carismático, já apareceu contando a mesma história em todos os programas da emissora.

Aposto que ele já deva ter aparecido no Fala que Eu te Escuto e que em brevemente estará, junto com Edir Macêdo, pregando/extorquindo os fiéis da IURD nos cultos exibidos nos domingos de manhã falando mal da Globo.

Assistir TV aberta no Brasil se tornou uma tarefa árdua. Por isso afirmo, voltemos ao hábito de usar mais o rádio como forma de entretenimento e informação.